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Quinta-feira, 8 de Abril de 2010
Estudo de design de interfaces para TV

No seguimento de indicações dadas pelos orientadores, segue uma primeira abordagem relacionada com o design de interfaces para TV.


Após a análise de alguns documentos fizemos um resumo da informação que achamos mais pertinente. 


 


Questões de usabilidade e acessibilidade das interfaces


Trazer a interactividade para a TV significa transformar um telespectador, que até então apresenta um comportamento passivo em relação ao que é exibido na TV, num utilizador activo, que pode realizar escolhas navegando pelo programa, pela programação e enviando informações.


 

Interactividade na TV


 Para que a TV digital interactiva possa ser usufruída nas TVs analógicas convencionais é necessário o uso de uma set-top box que, além de executar as aplicações, também faz a recepção e conversão do sinal digital para o analógico usado pela TV.

Segundo Montez e Becker, o módulo de execução das aplicações interactivas na set-top box possui uma arquitectura muito semelhante à de um computador pessoal. Na maioria dos casos, a set-top box possui um middleware, que é uma camada de software que permite que uma mesma aplicação seja executada em diversas marcas e modelos desse equipamento.


 

Guias de Estilos e Recomendações de Design


• Uso de selectores destacados;


• Evitar o uso de símbolos gráficos;


• Uso de textos curtos para explicar na tela os passos que devem ser seguidos pelo utilizador (não usar a ajuda para essa finalidade);


• Navegação por números, cores ou símbolos (associados ao telecomando).


 


Princípios


Descrição


Interacção oportunista


A interactividade não deve ser imposta ao utilizador, mas sim convidativa.



Navegação e Selecção de conteúdo


A procura de conteúdo não deve ser tratada como uma busca por informação, mas como uma actividade de exploração descontraída.



Visão de grupo


A TV deve ser vista como uma media colectivo e as aplicações devem possibilitar a interacção entre os grupos.



Múltiplos níveis de atenção


As aplicações não podem exigir que o utilizador esteja focado naquela actividade enquanto ocorre a interacção.



Gramática e estética de TV


Elementos gráficos de PC devem ser evitados e elementos de TV como animações e efeitos dinâmicos devem ser preservados.



Comunicação de conteúdo enriquecido


O utilizador gosta de compartilhar com outros a experiência de um conteúdo assistido. Assim, aplicações devem permitir a comunicação entre grupos de utilizadores.



 

 

Identificação dos POD’S


Princípios Orientadores do Design de Interfaces


 

Factores Comportamentais do Espectador/Utilizador (nível funcional)


Níveis de atenção (Refere-se aos diferentes níveis de atenção que um utilizador pode assumir. Dando relevância a avisos sonoros, aquando de actividades importantes)


Predisposição à interacção (A interacção não deve ser imposta)


Visionamento (O espectador/utilizador pode estar sozinho, como estar na presença da família ou de amigos. Aqui entram questões como a privacidade e a facilidade de interacção e tempo de resposta são muito importantes)


Selecção de canais (Planeada ou súbita. Relaciona-se com a facto de o espectador/utilizador ter um conjunto de canais interiorizados que gosta de ver. Por outro lado, existem também espectadores/utilizadores (jovens) que procuram coisas novas, onde essa selecção não é tão linear)


Mensagens de erro (as possibilidade destas mensagens aparecerem devem ser reduzidas ao máximo, sob pena de causarem perturbações na interacção)


Preferência ao programa de televisão

Tipos de disposição espacial em relação ao conteúdo televisivo:


. Sobreposta;

. Embebida;

 


INTERFACE


VANTAGENS


DESVANTAGENS


SOBREPOSTA


- O tamanho da janela de vídeo mantém-se;

 

- O conteúdo adicional tende a ficar mais integrado no programa televisivo;


 

- A proximidade entre o conteúdo televisivo e o conteúdo adicional pode facilitar a divisão da atenção.



- O conteúdo adicional pode perturbar, pelo facto de tapar o conteúdo televisivo;


 

- Os utilizadores tentam ver através do conteúdo adicional;


 

- A proximidade entre conteúdo televisivo e o conteúdo adicional pode dificultar a focalização da atenção.



EMBEBIDA


- Facilita a separação entre o conteúdo televisivo e o conteúdo adicional, assim como a divisão da atenção do utilizador por cada um deles;


 

- Torna-se vantajoso nas situações em que o utilizador está em grupo e o conteúdo adicional que pretende ver é outro vídeo.



- Dimensão reduzida do conteúdo televisivo;


 

- Pode ser dada atenção ao conteúdo adicional quando esta não é necessária.



 


Tempos de resposta (traduz-se na rapidez com que o utilizador pretende aceder a determinado conteúdo, sem necessidade de muitos cliques)


Modos de interacção (utilização de menus simples, verticais ou horizontais. Nunca usar menus drop-down, típicos do domínio computacional)


 

 

Factores Técnicos (televisor e telecomando)

Área útil de ecrã (corresponde á área total do ecrã menos a espaço ocupado pelas margens de segurança sensivelmente 30px)


                Informação irrelevante (Como os televisores tem uma resolução baixa em relação aos                         computadores, existe a preocupação em seleccionar apenas a informação relevante)


Padrões e cores (Evitar cores muito saturadas como vermelho e amarelo; Preferência a                       cores pastéis e azuis)


Fontes e iconografia (O tipo de letra deve ser sem serifa, com um tamanho mínimo de 18 pontos. Usar anti-aliasing. Uma das combinações de cores que oferece melhores resultados é a de letras brancas sobre fundos azuis. Os elementos gráficos não devem ter muito pormenor nem dimensões reduzidas)


Correspondência ecrã /telecomando (Os utilizadores, quando usam o telecomando tentam encontrar uma correspondência entre as respectivas teclas e os ícones que vêem no ecrã)


Feedback (Relação com a distância a que o telecomando é utilizado, podendo deixar dúvidas ao espectador/utilizador se as operações foram executadas correctamente)


 

 


CARACTERÍSTICA


TELEVISOR


COMPUTADOR


RESOLUÇÃO SO ECRÃ


- 720x576 com 30 pixels de margem de segurança;Área útil: 576 x 460 pixels.


- Variável (tende a ser 4 vezes superior à da TV)



DISPOSITIVOS DE ENTRADA


- Comando à distância;


- Rato e teclado em cima de uma secretária



DISTÂNCIA DE VISUALIZAÇÃO


- Alguns metros;


- Aproximadamente meio metro;


POSSIBILIDADE DE INTEGRAÇÃO DE OUTRAS APLICAÇÕES NO MESMO DISPOSITIVO



- Emissões televisivas;


- Aplicações produtivas, dados pessoais e dados profissionais;



  


P.S. Gostaríamos de ter um feedback dos orientadores sobre este post, de modo a melhorarmos alguns pontos ou até acrescentar novos conteúdos. 


 


 


 


Este post é em nome de todos os elementos do grupo

João elvas | Martim Santos | Renato Costa | Ricardo Carvalho | Tiago Figueiredo


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publicado por tiagofigueiredo às 19:44